
Fechamento de agências no Maranhão expõe desigualdade e reforça a urgência de garantir atendimento bancário presencial no estado.
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Pesquisa da Accenture (2026) mostra que 74% dos brasileiros preferem ir à agência para resolver serviços bancários mais complexos. No Maranhão, porém, a realidade é ainda mais grave: não se trata de preferência, mas de necessidade, diante do perfil do público, das limitações de acesso à internet e aos canais digitais.
Dados do Banco Central, sistematizados pelo SEEB-MA, revelam que 34 agências e 95 postos foram fechados entre 2024 e 2026. O Bradesco lidera esse processo, com 25 agências e 77 PAs encerrados, atingindo principalmente o interior e deixando municípios sem atendimento adequado.
Em um estado com forte desigualdade digital e social, os efeitos são imediatos: filas, superlotação, exclusão de idosos e pessoas de baixa renda, enfraquecimento da economia local, além de sobrecarga e adoecimento dos bancários.
"Aqui, a agência não é uma opção. É uma necessidade. O fechamento dessas unidades aprofunda desigualdades e retira dos clientes o acesso a um serviço essencial e humanizado" - afirmou o coordenador-geral Rodolfo Cutrim.
Diante desse cenário, o SEEB-MA atua para destravar, no Senado Federal, o Projeto de Lei nº 5.456/2025, de autoria do Sindicato e único no país que visa coibir o fechamento indiscriminado de agências, a fim de preservar o atendimento presencial à população.
"O Maranhão escancara um problema que tende a se agravar: sem limites, o fechamento de unidades bancárias amplia a exclusão social, reduz postos de trabalho, isola municípios e compromete o acesso das pessoas aos bancos. É hora de exigir responsabilidade social do sistema financeiro e, acima de tudo, uma resposta firme do Congresso Nacional pelo fim do desmonte bancário no país" - finalizou Rodolfo.
A luta continua!
No Maranhão agência física não é preferência - é necessidade da população
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